O Brasil é o quarto país com mais mortes em acidentes de trânsito no mundo, de acordo com estudo de 2019 da Organização Mundial da Saúde (OMS), ficando atrás apenas da China, Índia e Nigéria.

“No Brasil, os acidentes de trânsito são a segunda causa de morte não natural evitável”, diz Flávio Adura, diretor

científico da Associação Brasileira de Medicina no Tráfego (Abramet).

Por esse motivo, durante anos, são feitas campanhas para conscientizar e educar motoristas. Além disso, tecnologias e métodos são desenvolvidos e aprimorados com o objetivo de diminuir cada vez mais a quantidade de ocorrências.

A Pirâmide de Dupont é um desses estudos que surgiu para que o trânsito seja mais seguro. Queremos por meio deste conteúdo apresentar a você como ela foi desenvolvida e como ela pode contribuir para o bem de todos.

A Lei de Heinrich

Herbert Heinrich conhecido como o pioneiro na segurança ocupacional, elaborou esse estudo nos anos 30. A primeira pirâmide foi apresentada por ele no livro “Industrial Accident Prevention” (Prevenção de Acidentes Industriais, na tradução livre). A obra, inclusive, tornou-se material para análise e uma base de relatórios de acidentes que ocorriam no trabalho. 

Segundo Heinrich, em 75 mil acidentes de trabalho, para cada acidente sério existiam 29 acidentes menores e 300 incidentes sem ferimento algum. Sendo assim, chegou-se ao parâmetro 1-29-300.

Heinrich acreditava que esses acidentes tinham uma causa, para ele não havia azar ou desastre. Analisando os dados, Heinrich concluiu que as principais causas de acidentes eram:

- Personalidade do trabalhador;
- Falha humana no exercício do trabalho;
- Prática de atos inseguros;
- Condições inseguras no local de trabalho.

Ao ser analisadas as principais causas de acidentes de trânsito no Brasil é possível perceber que a análise de Heinrich permanece atual, uma vez que os 10 principais motivos de acidentes no Brasil estão dentro das causas de Heinrich.

A Pirâmide de Bird

Na década de 60, Frank Bird Jr, que foi um engenheiro e gestor de programas de saúde e segurança no trabalho, ampliou os estudos feitos anteriormente por Heinrich. A Pirâmide de Bird levava em consideração os acidentes com envolvimento de perdas de patrimônio e meio ambiente.

Então, o parâmetro foi o seguinte: 1-10-30-600. Isso quer dizer que, para Bird, a cada uma lesão séria haveria 10 menores, 30 acidentes sem lesões (com perdas patrimoniais) e 600 incidentes ou quase acidentes.

A Pirâmide de Dupont

Posteriormente foi desenvolvida a Pirâmide de Dupont, que, diferente das anteriores, que tinham foco principal nas perdas que geram indenizações, focaria na prevenção de riscos.

O estudo então considerou as seguintes proporções: 1 acidente fatal – 30 acidentes com afastamento – 300 acidentes sem afastamento – 3.000 quase acidentes – 30.000 desvios.


Esta é a pirâmide que será usada para analisar a segurança em uma operação de frotas.

Todos esses estudos apontam a importância de se registrar os acidentes e entender como eles acontecem. A partir desses registros é possível tratá-los adequadamente e realizar a gestão de riscos.

Utilizando o conceito para diminuir acidentes na sua frota

Os estudos citados são aplicados também no cenário de gestão de frotas. Afinal, nesse tipo de operação, os acidentes podem ocorrer em diversas etapas: locomoção, transporte de cargas, de passageiros, entre outros. Qualquer ocorrência nesses processos é considerada acidente de trabalho. 

No caso da Pirâmide de Dupont, a ideia principal é sempre agir sobre a base dela, ou seja, buscar sempre combater os desvios de comportamento para que acidentes mais graves possam ser evitados.  

Como fazer isso?

Antes de ocorrer um acidente grave, acontece diversos acidentes menores, que podem ser vistos como alertas e oportunidades para que ações preventivas sejam implementadas, evitando grandes desastres.

A melhor forma de aumentar a segurança e reduzir riscos em sua operação é trabalhar na base da pirâmide e não no topo. É preciso trabalhar no controle e prevenção dos pequenos desvios que ocorrem diariamente, antes que eles se tornem grandes acidentes, com prejuízos de vida e também financeiros para a organização. E é isso que o serviço de telemetria oferece.

Com anos de experiência na área, podemos afirmar que quanto menor  a velocidade que os motoristas transitam, menor a chance de se envolverem em um acidente. Cerca de 98% dos casos de acidentes no trânsito é devido à imprudência dos condutores.

Para corrigir isso, existem inúmeras atitudes comportamentais que podem ser adotadas, assim como evitadas, além das várias tecnologias que contribuem positivamente para a segurança dos trabalhadores no trânsito.

Uso da telemetria para o aumento de segurança operacional

Com os dados da telemetria é possível ter um controle preciso do modo de condução dos seus motoristas, criando relatórios de infrações e ranking dos melhores condutores. Assim, você saberá como está o RPM do veículo, se o motorista acelerou, freou ou fez uma curva de forma brusca, se o motorista conduziu acima da velocidade e até mesmo quantas horas ele dirigiu durante um determinado dia – onde conseguimos analisar até quem tem feito muitas horas extras, por exemplo. 

Assim, é possível para o gestor de frotas ter informações em tempo real sobre os seus veículos, histórico de dados e controle operacional. Com essas informações o gestor pode realizar um controle da frota que evite as principais causas de acidente citadas.

Além disso, as informações de telemetria permitem com que o gestor de frotas faça um acompanhamento mais preciso das manutenções preventivas, com um controle preciso de quilometragem. 

Ao avaliarmos todos os fatores de risco dentro da operação conseguimos encontrar as melhores soluções junto do gestor de frota da empresa, pois a telemetria traz uma série de benefícios. 

Veja algumas frentes que podem ser trabalhadas: 

Conscientização: Por meio de palestras mostrando onde todos podem melhorar seu desempenho.
Campanhas: Ações para diminuir custos contemplando aqueles que mais se destacarem.
Instrução individual: Quando você não consegue obter resultados por meio de ações, a conversa individual é um dos últimos recursos para instruir seu motorista e mostrar que não será conivente com seus atos displicentes. 

A tecnologia da SIA em gestão de frotas permite a você ter o total controle e transparência na gestão de frotas da sua empresa, tanto do ponto de vista operacional quanto de custos, contribuindo para uma tomada rápida de decisões. Quer saber como a SIA pode ajudar a sua empresa? Clique aqui.

Postado por

31 de agosto de 2021

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31 de agosto de 2021

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